Quando eu era uma adolescente, era muito tímida e isso me fazia não ter uma vida social muito ativa, o que fazia eu me sentir perdida e tediosa perto das minhas amigas.
Por isso eu criei a mania de inventar ou aumentar histórias sobre as festas que eu tinha ido ou, principalmente, sobre o número de casos amorosos que eu tinha. Eu sei que as pessoas fazem isso de vez em quando, mas eu fazia com muita frequência e parte de mim realmente acreditava que minha vida real era chata demais para ser contada, e quanto mais eu inventava, mais sem graça eu me sentia e mais eu criava, e isso virava um ciclo.
Mas nem tudo está perdido, eu descobri uma solução, totalmente por acaso, aliás.
Tudo aconteceu em uma aula do curso de inglês que estava fazendo e recebi a tarefa de escolher uma foto antiga e falar sobre ela. Eu escolhi uma fotografia em que estava com parentes na minha antiga casa no Tocantins. Quanto mais eu contava a história do retrato, mais interessados os outros ficavam.
Foi nesse ponto que eu percebi que não precisava ser a pessoa monótona que eu achava que era, e sim a mulher que já tinha morado em três estados diferentes antes dos trinta anos.
Outra situação em que isso aconteceu, foi quando eu viajei pela primeira vez para a Bahia e iria encontrar parentes que eu nunca tinha conhecido pessoalmente. Nesse situação eu podia ser a pessoa tímida e sem graça ou a parente desconhecida com histórias novas.
Então eu percebi que posso ser atrativa com algo totalmente real. É só lembrar que a sua vida tem partes interessantes, então foque nelas.
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