Dezembro chegou e em todos os lugares só se ouve dois assuntos: o cardápio das ceias do Natal e ano Novo (com ou sem passas?) e retrospectivas, com os acontecimentos mais importantes, quem morreu, qual o artista que você mais escutou no Spotify e até os assuntos mais procurados no Google e twitter (sério, isso existe, dá uma olhada lá). Eu também entrei na onda e fiz um resumo do que foi 2021 para mim, então vamos lá.
O ano de 2021 nem tinha chegado, mas já tinha uma vantagem a seu favor: ser pior do que 2020 ia ser bem difícil. Ele aproveitou isso e já começou bem, comigo superando algumas barreiras que o TOC tinha criado. Mesmo assim eu não esperava muito dele, porque a pandemia não dava sinais de melhora, ainda não tinha vacina (pelo menos no Brasil) e com o meu estado físico e principalmente psicológico eu não conseguia fazer muitos planos.
O ano de 2021 nem tinha chegado, mas já tinha uma vantagem a seu favor: ser pior do que 2020 ia ser bem difícil. Ele aproveitou isso e já começou bem, comigo superando algumas barreiras que o TOC tinha criado. Mesmo assim eu não esperava muito dele, porque a pandemia não dava sinais de melhora, ainda não tinha vacina (pelo menos no Brasil) e com o meu estado físico e principalmente psicológico eu não conseguia fazer muitos planos.
Foi um ano de recuperação e conquistas principalmente no quesito da autonomia, que quer dizer fazer as coisas como e quando eu quiser, sem depender dos outros o tempo todo. O melhor exemplo foi o lanche da tarde, antes eu precisava ficar sentada esperando alguém fazer algo para eu comer, sem contar que eu não tinha muito poder de escolha sobre o que era servido. Atualmente eu já faço o meu lanche totalmente sozinha, não vou mentir e dizer que o processo já está perfeito, mas as coisas já estão muito melhores.
Só a título de comparação no dia 1 de Janeiro de 2021 eu estava recém começando a usar talheres que não tinham sido lavados e esterilizados logo em seguida (sim, era uma redundância, mas vai convencer o meu cérebro ansioso disso) e em 9 de Dezembro de 2021 (data em que escrevi esse texto) eu já estava comendo torradinhas direto com a mão.
Foi nesse ano que esse blog foi criado, ele foi uma adaptação de uma ideia antiga que era escrever um livro. Esse sonho nunca saiu do papel por alguns motivos, principalmente porque eu sempre achava que não tinha material suficiente para preencher um livro inteiro, até que eu percebi que se eu criasse um blog, eu poderia escrever pequenos textos independentes, quando e sobre o assunto que eu quisesse, e isso ainda resolveria a principal motivação dessa vontade, que era compartilhar situações e aprendizados sobre meus problemas psicológicos. Vocês já passaram por uma situação em que tenta explicar algo para alguém, e ninguém concorda contigo? ou ás vezes nem te entende, até que aparece uma pessoa e diz "era justamente disso que eu estava falando" esse blog é sobre isso. Mas já estou divagando, vamos voltar ao assunto desse texto.
Claro que esse ano não foram só flores, teve coisas queria fazer, mas ainda não consegui, como por exemplo voltar para a academia, ou pelo menos ter uma rotina de exercícios em casa (inclusive estou escrevendo um texto sobre isso, mas fica para outro dia).
Tive também algumas recaídas, principalmente no requisito limpeza, as coisas estavam sendo consideradas limpas ou pelo menos usáveis cada vez mais facilmente, e sem precisar de muitas preparações prévias, mas ultimamente tem alguns objetos que eu tenho que limpar mais de uma vez, ou talvez deixar eles em quarentena por uns dias. Mas já estou trabalhando nisso.
Agora que estamos quase no ponto pré-pandemia, já dá para pensar em um futuro mais longe do que um dia de cada vez, ou como minha psiquiatra disse, temos de parar de só sobreviver e voltar a viver. Então, seja bem vindo 2022
Agora que estamos quase no ponto pré-pandemia, já dá para pensar em um futuro mais longe do que um dia de cada vez, ou como minha psiquiatra disse, temos de parar de só sobreviver e voltar a viver. Então, seja bem vindo 2022
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