O meu texto anterior foi sobre lembranças que me marcaram, mas agora resolvi falar também sobre coisas que eu não lembro, vou explicar melhor, existem situações que eu só lembro de pequenas partes, ou histórias que eu simplesmente não lembro de ter acontecido.
Eu tenho até hoje uma cicatriz no joelho, que eu lembro da ferida, lembro que ela ficava grudando nas roupas, mas o que realmente aconteceu me fugiu da cabeça. Isso é bem estranho, porque se deixou uma cicatriz, deve ter sido um acidente grande. A mãe acha que foi um tombo no colégio, o que faz sentido, conhecendo minha coordenação motora e o fato de eu ter estudado em um prédio com vária escadas. A melhor teoria que eu consegui pensar é que o fato de estar com dor, o joelho sangrando e todo mundo me olhando enquanto eu esperava alguém me pegar deve ter sido tão desconfortável que bloqueei ela. Essa teoria veio diretamente da minha cabeça, e quem lê os textos desse blog já deve saber que ela tem uma forte tendência a exagerar nas coisas. Talvez eu não lembro porque o tropeço não foi nada de mais e a marca seja só um problema de cicatrização, tipo ficar arrancando a casca do ferimento, o que também colaboraria com o fato de eu lembrar tanto do fato dela grudar na roupa.
O caso mais atual e talvez mais impressionante seja sobre a minha internação no hospital. Já falei sobre isso em outros textos, mas para resumir, eu fiquei tão paranóica com o Coronavírus e a Covid-19 que parei de comer e beber água até que isso ficou insustentável e fui parar no hospital.
Eu tenho até hoje uma cicatriz no joelho, que eu lembro da ferida, lembro que ela ficava grudando nas roupas, mas o que realmente aconteceu me fugiu da cabeça. Isso é bem estranho, porque se deixou uma cicatriz, deve ter sido um acidente grande. A mãe acha que foi um tombo no colégio, o que faz sentido, conhecendo minha coordenação motora e o fato de eu ter estudado em um prédio com vária escadas. A melhor teoria que eu consegui pensar é que o fato de estar com dor, o joelho sangrando e todo mundo me olhando enquanto eu esperava alguém me pegar deve ter sido tão desconfortável que bloqueei ela. Essa teoria veio diretamente da minha cabeça, e quem lê os textos desse blog já deve saber que ela tem uma forte tendência a exagerar nas coisas. Talvez eu não lembro porque o tropeço não foi nada de mais e a marca seja só um problema de cicatrização, tipo ficar arrancando a casca do ferimento, o que também colaboraria com o fato de eu lembrar tanto do fato dela grudar na roupa.
O caso mais atual e talvez mais impressionante seja sobre a minha internação no hospital. Já falei sobre isso em outros textos, mas para resumir, eu fiquei tão paranóica com o Coronavírus e a Covid-19 que parei de comer e beber água até que isso ficou insustentável e fui parar no hospital.
Eu lembro de toda a situação que me fez chegar até aquele ponto, de ir até o hospital de ambulância, lembro da sonda que colocaram em mim, da mulher que dividia o quarto comigo e do filho dela, que não gostava de usar máscara e levava comida escondido. É aí que as coisas começam a ficar nubladas, não tenho certeza de quantos dias se passaram até o médico me dizer que eu precisava mostrar para ele que eu poderia voltar a comer sozinha. Comecei a provar uns copinhos de gelatina, uma garrafinha de iogurte e é a partir desse ponto que tudo ficou estranho, tenho umas imagens meio sem contexto sobre um quarto maior, mais pacientes e talvez uma televisão em algum lugar, e é só isso, na próxima lembrança eu já estou em casa, com a mãe me dando remédios com sucos de caixinha e eu tentando voltar a comer comida normal em uns pratos de isopor divididos que a mãe comprou, mas pelas histórias que eu ouvi, aconteceram mais coisas nesse meio tempo.
Sabe quando você toma um porre e acorda no outro dia sem saber como voltou para casa, ou o que realmente aconteceu? eu sinto algo parecido, só que ao invés do álcool eu estava sobre influência de alguma outra substância, então se eu precisar posso usar a velha tática que dá nome para esse texto.
Usando o gancho de coisas que eu fiz sem ter muito consciência delas, tem duas histórias mais recentes: Como eu disse lá em cima, eu fui parando de comer por medo da comida estar contaminada, isso já melhorou muito, mas ainda acontece, principalmente se a comida vier diretamente da rua, um exemplo disso foi quando o meu irmão comprou dois bolos no supermercado e trouxe para a gente comer no café da tarde, eu me servi e comi normalmente, até que eu fui servir mais um pedaço e só aí foi que eu me dei conta que pelas minhas regras eu não deveria estar comendo aquilo.
Outro caso parecido foi quando eu precisei mandar algo pelo correio (sim, ele ainda existe), eu estava meio apressada, peguei o pacote e saí, no meio do caminho eu percebi que estava sem máscara, não sei como está na cidade de vocês, mas aqui elas não são mais obrigatórias já faz um tempo, então só eu, minha psiquiatra, a recepcionista dela e mais uma meia dúzia de pessoas ainda usam, na verdade essa foi a primeira vez desde o começo da pandemia que eu saí de casa sem uma máscara.
A conclusão que eu cheguei analisando esses últimos dois acontecimentos é que a minha mente, ou o subconsciente, começa com "tudo bem, vai fazendo as coisas do seu jeito, sem problemas, leva o tempo que precisar" mas chega uma hora que ele se cansa, pega o protagonismo para si e parte para algo como "cansei, eu te dei a chance de cuidar das coisas, mas agora vou fazer do meu jeito".
Sabe quando você toma um porre e acorda no outro dia sem saber como voltou para casa, ou o que realmente aconteceu? eu sinto algo parecido, só que ao invés do álcool eu estava sobre influência de alguma outra substância, então se eu precisar posso usar a velha tática que dá nome para esse texto.
Usando o gancho de coisas que eu fiz sem ter muito consciência delas, tem duas histórias mais recentes: Como eu disse lá em cima, eu fui parando de comer por medo da comida estar contaminada, isso já melhorou muito, mas ainda acontece, principalmente se a comida vier diretamente da rua, um exemplo disso foi quando o meu irmão comprou dois bolos no supermercado e trouxe para a gente comer no café da tarde, eu me servi e comi normalmente, até que eu fui servir mais um pedaço e só aí foi que eu me dei conta que pelas minhas regras eu não deveria estar comendo aquilo.
Outro caso parecido foi quando eu precisei mandar algo pelo correio (sim, ele ainda existe), eu estava meio apressada, peguei o pacote e saí, no meio do caminho eu percebi que estava sem máscara, não sei como está na cidade de vocês, mas aqui elas não são mais obrigatórias já faz um tempo, então só eu, minha psiquiatra, a recepcionista dela e mais uma meia dúzia de pessoas ainda usam, na verdade essa foi a primeira vez desde o começo da pandemia que eu saí de casa sem uma máscara.
A conclusão que eu cheguei analisando esses últimos dois acontecimentos é que a minha mente, ou o subconsciente, começa com "tudo bem, vai fazendo as coisas do seu jeito, sem problemas, leva o tempo que precisar" mas chega uma hora que ele se cansa, pega o protagonismo para si e parte para algo como "cansei, eu te dei a chance de cuidar das coisas, mas agora vou fazer do meu jeito".
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