Para mim a melhor coisa de 2022 foi a sensação de "luz no fim do túnel", depois de dois anos absurdamente difíceis as pessoas precisavam (ou pelo menos eu) sentir que o pior já passou e que as coisas iam melhorar.
Para ser justa isso começou ainda em 2021 com a chegada da vacina, mas a gente não sabia direito como ela ia funcionar. Antes que alguém fique em dúvida, não sou antivacina, tomei todas as recomendadas e seguirei fazendo isso, além de não acreditar em nenhuma teoria da conspiração que inventaram, o que eu quis dizer é que esse coronavírus era um microrganismo muito recente e não se sabia como ele iria reagir ou talvez fosse só o meu estado de espírito que ainda não estava pronto para seguir em frente e deixar a pandemia para trás.
2022 chegou, as coisas foram melhorando, os protocolos (palavra que acho que nunca mais vai sair da nossa cabeça) foram sendo flexibilizados até quase desaparecerem de vez e eu tento me convencer que se essa atitude fosse para dar algum problema, isso já teria acontecido.
Esse ano vai ser visto no futuro como a nova separação AC/DC: antes do covid/depois do covid. Me desculpa Cristo, foi só uma piadinha sem graça, mas que eu não consegui resistir.
Acho que o que define esse ano como a "volta ao normal", ou o mais perto disso que a gente possa chegar depois de tudo que aconteceu, é que as pessoas voltaram a ter um rosto inteiro e não mais só dois olhos acima de uma máscara.
Falando nisso, quando as máscaras deixaram de ser obrigatórias, as pessoas foram deixando elas para trás, até que eu passei a ser uma das poucas que ainda usam (pelo menos em lugares fechados e elevadores, já que na rua e eventualmente em supermercados eu consigo deixar elas de lado) e isso me transforma em um foco de atenção, como aquelas pessoas que usam óculos escuros dentro de prédios e todo mundo fica encarando. Eu me tornei o que criticava e virei essa pessoa, inclusive ás vezes ando até com a cabeça meio baixa para não ter que lidar com isso.
Outro marco importante é que as coisas retornaram ao ponto de serem feitas por prazer e não mais por obrigação e com medo (ou talvez seja só eu de novo).
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