Lidando com a fobia social

      Como eu já disse nesse texto aqui, além de ansiedade, eu também fui diagnosticada com fobia social, um transtorno que eu acho que não preciso falar muito porque o nome já é auto-explicativo.
     O tratamento consistia basicamente de criar situações para interagir com as pessoas, ou aproveitar as que apareciam naturalmente. Para a maioria das pessoas isso é uma coisa fácil e corriqueira, mas para mim não era, eu tinha que me esforçar para ter até as conversas mais óbvias, como falar do clima no elevador.
     Um dos momentos que eu usava muito eram as aulas de inglês (lugar aonde eu aprendi mais uma coisa, mas isso é assunto de outro texto). Durante os intervalos eu tentava falar sobre alguma coisa aleatória, tive até a sorte de um colega morar no mesmo condomínio que eu, então ás vezes eu tinha o caminho da escola até em casa como uma oportunidade extra.
     Outra hora que eu utilizava eram as aulas em grupo na academia que frequentava. Eu comentava algo sobre a música que estava tocando, sobre alguma coisa que tinha acontecido ou um exercício que tínhamos feito.
     Segui nesse ritmo de falar uma coisinha aqui e outra ali, até o dia em que estava na tal academia, falando com uma colega e a treinadora me chamou a atenção porque eu estava atrapalhando a aula. Isso foi vergonhoso por um momento, mas depois eu até que gostei porque me mostrou que pelo menos o tratamento estava dando resultado.
     Isso não quer dizer que eu me tornei uma pessoa tagarela e que faz amizade fácil, longe disso, mas também estou deixando de ser aquela que fica sentada no canto sozinha


Comentários

  1. Sempre te achei tagarela,como as mulheres da família(onde me incluo).

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