O fascinante mundo dos sonhos

     Normalmente meus textos são sobre coisas reais que aconteceram, ou ás vezes deixaram de acontecer, mas ultimamente tenho pensado muito sobre sonhos.
     Existem várias teorias sobre o porquê a gente sonha, tem gente que acha que pode ser algo premonitório, para avisar que algo vai acontecer, ou que quando você sonha com alguém é uma dica para você jogar a data de aniversário dela na Mega-Sena. Nunca conheci alguém com quem isso tenha funcionado, mas também nunca conheci alguém que tenha ganho na loteria por qualquer outro método, então siga tentando, vai que funciona né? E se eu for a pessoa do sonho, quero uma porcentagem do prêmio e lembre-se que avareza é um pecado capital.
     Também já ouvi que pode ser um jeito de o corpo ensaiar alguma atitude, mas sem você correr nenhuma consequência real.
     Mas pra mim a melhor explicação é que a minha mente está absorvendo o que está acontecendo comigo.
     Acho que um dos melhores exemplo disso foi a época que a minha vó morreu. A minha relação com ela é uma grande história, que eu já contei nesse link aqui, mas para essa história específica o importante é que eu acabei virando a cuidadora dela e quando ela morreu foi algo que impactou enormemente a minha vida e rotina e nos primeiros dias eu tive um sonho recorrente aonde tudo tinha acontecido exatamente como no mundo real, inclusive o fato que o corpo dela foi transferido para o RS e a gente começou a redecorar o antigo quarto dela para transformar no meu atual quarto. Agora é que começa a parte bizarra, um dia eu volto para casa e encontro ela lá, sentada na cama do meu irmão (O que nunca aconteceu, mas "até que faz sentido" já que o quarto dela não existia mais) e ninguém percebia que isso era estranho e impossível.
     A explicação que eu achei (E que a minha psicóloga achou bem plausível) é que a condição da vó foi a minha vida e rotina por um bom tempo, mas que agora eu tinha que aceitar que não existia mais, por isso é que eu me sentia tão incomodada (além de ter alguém que tinha voltado dos mortos e todos estavam agindo como se fosse algo rotineiro). É como eu ouvi alguém falar: Tentar encaixar os cuidados com a vó na minha nova vida era como tentar colocar uma peça quadrada em um buraco redondo.
     Tive outro sonho com ela, mas com final diferente, nele eu vi ela na cozinha, lavando a louça e cozinhando, como ela fazia antes e eu entendia que tudo não tinha passado de uma doença e que ela já estava curada e tudo ia voltar ao normal, mas esse eu acho que era mais uma vontade minha mesmo.
     Outro sonho que ficou muito marcado na minha cabeça era um aonde eu estava sentada em um sofá na beira da praia (?) e do nada vinha um tsunami e eu saía navegando nele pela cidade inundada (??). Esse devaneio tem um espaço especial porque eu considerava ele premonitório, já que tinha tido ele antes de um temporal e a casa aonde eu e a minha família estávamos passando férias ficou quase que completamente alagada por causa de várias goteiras e acabou todo mundo dormindo amontoado no mesmo quarto. Mas quanto mais o tempo passa, mais convencida eu fico que isso pode ser só um sub-sonho dentro do sonho principal (oi Leonardo de Caprio, se estiver procurando uma história para fazer o A origem 2, manda uma mensagem aí). Os principais pontos que me fazem pensar isso são: não consigo dizer exatamente onde essa casa ficava e quando isso aconteceu, sem contar que como é que um assunto aleatório desse não virou pauta oficial das festas de família? sabe aquela história que é contada e recontada em todos os natais até ninguém aguentar mais?
     Enfim, sonhos são um assunto pessoal e que cada um pode interpretar de um modo diferente, acho que por isso que eles são tão fascinantes

Comentários